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18/Out/2018

O exercício pode por si só diminuir o número de mulheres grávidas obesas que desenvolvem diabetes gestacional, bem como diminuir os níveis de colesterol, dá conta um estudo publicado na revista “PLOS Medicine”.

O número de mulheres obesas em idade fértil está a aumentar. Estas mulheres apresentam um risco aumentado de complicações durante a gravidez, sendo as mais comuns a diabetes gestacional, pressão arterial elevada, um grande aumento de peso e pré-eclampsia.

As mulheres grávidas e obesas também correm um maior risco de necessitarem de cesariana e darem à luz bebés grandes. Estas complicações podem ter um grande impacto na saúde tanto da mãe como do filho, não apenas ao longo da gravidez, como também mais tarde na vida.

Para o estudo os investigadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da Noruega e do Hospital St. Olavs, na Noruega, analisaram o efeito da prática de exercício regular durante a gravidez em mulheres grávidas obesas.

O estudo contou com a participação de 91 mulheres que foram aleatoriamente divididas num grupo que praticou exercício e num grupo de controlo. Apenas duas mulheres que praticaram exercício desenvolveram diabetes gestacional, comparativamente com nove incluídas no grupo de controlo. As mulheres inseridas no grupo de exercício também apresentaram uma pressão arterial mais baixa no final da gravidez.

O estudo apurou ainda que a quantidade de exercício necessária para reduzir o risco de diabetes gestacional não é muito elevada. As mulheres incluídas no grupo de exercício foram convidadas a praticar sessões de 60 minutos, três vezes por semana, ao longo da gravidez. O treino consistiu em 35 minutos de caminhada na passadeira e 25 minutos de treino de força.

Os investigadores referiram que a intensidade do treino não foi muito elevada e nem todas as mulheres estiveram presentes na totalidade das sessões. “Isto significa que praticar pouco exercício durante a gravidez pode ser benéfico”, disse, em comunicado de imprensa, uma das autoras do estudo, Kirsti Krohn Garnæs.

Os investigadores aconselham todas as grávidas a praticarem exercício durante a gravidez, desde que não existam razões médicas que impeçam as mulheres de o fazerem.


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18/Out/2018

Um estudo canadiano publicado no “Canadian Journal of Psychiatry” coloca em causa a utilização de questionários na avaliação e diagnóstico de depressão em crianças e jovens e levanta a possibilidade de estes poderem conduzir a diagnósticos errados da doença. 

A depressão pediátrica é uma condição debilitante associada a problemas comportamentais e a menor rendimento escolar. Contudo, a avaliação de rotina desta doença neste grupo etário é particularmente controversa, havendo países, como por exemplo, o Canadá e o Reino Unido, onde esta não é recomendada. Por outro lado, nos EUA foi recentemente recomendado o rastreio de rotina da doença em jovens entre os 13 e 18 anos de idade (mas não em crianças mais jovens) como parte dos cuidados de saúde prestados regularmente.

“O nosso estudo demonstra que se o rastreio da depressão fosse realizado utilizando as ferramentas existentes para o efeito, muitas crianças e adolescentes não deprimidos seriam erradamente identificados como deprimidos”, afirma o autor sénior deste estudo, Breet Thombs, da Faculdade de Medicina da Universidade de McGill, em declarações reproduzidas em comunicado da instituição canadense.

No Canadá, assim como nos EUA, os médicos são cada vez mais encorajados a tentar identificar depressão em crianças e adolescentes, mesmo que estes não apresentem sinais óbvios e indicativos da doença. Para tal, utilizam questionários que procuram identificar sintomas de depressão.

De forma a avaliar a qualidade das ferramentas de rastreio da depressão em crianças e jovens utilizadas atualmente, os cientistas da Universidade de McGill realizaram uma pesquisa exaustiva de estudos que tivessem testado esses meios de rastreio. Foram identificados 17 estudos em que os resultados dos questionários de avaliação foram comparados com os resultados de uma entrevista diagnóstica para determinar a real presença da depressão nos indivíduos avaliados.

De seguida, os investigadores avaliaram tanto a metodologia como os resultados desses 17 estudos. Eles descobriram que a maioria destes era demasiado pequena para determinar de forma válida a fiabilidade das ferramentas de rastreio e que os métodos usados pela maioria dos estudos ficavam abaixo dos padrões expectáveis. Os cientistas descobriram ainda que não havia evidência suficiente para recomendar qualquer resultado-limite, em que os pacientes que ficassem abaixo do mesmo eram considerados deprimidos.

“Não houve uma única ferramenta que apresentasse sequer evidência moderada de exatidão suficiente para efetivamente identificar crianças e adolescentes deprimidos sem detetar de forma incorreta muitas crianças e adolescentes que não se encontram deprimidos”, alertou Michelle Roseman, líder do estudo.

Na opinião dos autores, o mau diagnóstico da doença pode levar à prescrição desnecessária de medicação psiquiátrica potencialmente danosa para a saúde em casos de crianças e jovens sem qualquer desordem da saúde mental.

Para avaliar de forma adequada a precisão das ferramentas de rastreio da depressão pediátrica, os cientistas consideram que seria necessário conceber estudos amplos e bem estruturados que apresentassem resultados numa escala de valores-limite.

Fonte: Banco da Saúde


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18/Out/2018

A adoção de uma dieta saudável, a prática de exercício físico e um índice de massa corporal (IMC) saudável pode reduzir a acumulação de proteínas associadas ao desenvolvimento da doença de Alzheimer, sugere um estudo publicado no “American Journal of Geriatric Psychiatry”.

Para o estudo os investigadores da Universidade da Califórnia, nos EUA, contaram com a participação de 44 adultos com idades compreendidas entre os 40 e os 85 anos. No total, 24 indivíduos tinha problemas de memória, 20 tinha um défice cognitivo ligeiro, mas nenhum dos participantes tinha sido diagnosticado com demência.

Os investigadores recolheram informações relativamente ao IMC, níveis de atividade física e até que ponto seguiam uma dieta mediterrânica. Este tipo de dieta, considerada saudável, é rica em frutas, vegetais e peixe e pobre em carne e produtos lácteos. A dieta mediterrânica é também caracterizada por uma proporção elevada de gorduras monoinsaturadas relativamente às saturadas e por um consumo moderado de álcool.

Todos os participantes foram submetidos a um novo tipo de tomografia por emissão de positrões conhecida por FDDNP-PET, que é capaz de medir as placas da proteína beta-amiloide e os emaranhados da proteína tau. Na doença de Alzheimer a proteína beta-amiloide aglomera-se e forma placas entre as células nervosas, enquanto a proteína tau forma emaranhados que podem danificar estas mesmas células.

O estudo apurou que os participantes com um IMC saudável, que seguiam uma dieta mediterrânica e que praticavam exercício físico numa base regular apresentavam níveis baixos de placas e de emaranhados, comparativamente com aqueles que não tinham aderido a estes fatores de estilo de vida.

Estudos anteriores associaram um estilo de vida saudável a atrasos no aparecimento da doença de Alzheimer. David Merrill, líder do estudo, refere que, no entanto, este estudo é o primeiro a demonstrar como alguns fatores de estilo de vida influenciam diretamente proteínas anormais em pessoas com perda de memória subtil que ainda não foram diagnosticadas com demência. Os fatores do estilo de vida saudável, também têm sido associados a uma redução da diminuição do cérebro e menores taxas de atrofia em indivíduos com doença de Alzheimer.

“O estudo reforça a importância de viver uma vida saudável para prevenir a doença de Alzheimer, mesmo antes do desenvolvimento de demência clinicamente significativa”, concluiu o investigador.

 

Fonte: Banco da Saúde


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